Ex-aluna de Design de Moda participa de criação de figurino de ópera

Por Luiza Campos

O caminho de Carollina Dupin para participação no figurino da Ópera Norma começou há alguns anos. Graduada em Design de Moda pela Universidade FUMEC, em 2013, a então estudante conheceu Sayonara Lopes quando se candidatou a um estágio. A exímia estilista, com mais de 30 anos de experiência em confecção e um histórico como figurinista de cinema e também de óperas, foi mentora de Carol nos últimos semestres da faculdade. “Um dos ensinamentos primordiais que obtive dela foi não me atrelar somente ao título de ‘designer’, ir além, explorar todas as áreas que a Moda pode me oferecer, não apenas a criação”, conta a ex-aluna.

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Com isso em mente, a ex-aluna e agora figurinista, também participou de produções e trabalhou em backstages de edições do Minas Trend Preview. Ainda na faculdade, se ofereceu para trabalhar voluntariamente como assistente de camarim de uma ópera realizada no Palácio das Artes e, a partir desse momento, Carol deu continuidade à sua carreira como figurinista. “Logo depois de formada meu primeiro trabalho foi como assistente de figurino do Cirque du Soleil, na passagem deles pelo Brasil. Trabalhei com eles em BH e em Porto Alegre”, diz.

Em julho de 2016, após um hiato de um ano fora do Brasil realizando um intercâmbio profissional na Índia, Carol iniciou alguns projetos nos quais trabalhou temporariamente. Em fevereiro desse ano, se deparou por acaso com Sayonara. “Quando nos encontramos ela me falou de uma ópera que estava por vir e que estava precisando de uma assistente. Foi emocionante e extremamente prazeroso trabalhar com ela novamente, apesar do enorme desafio, pois todas as vezes que trabalhei com figurino não participei da criação, sempre estive no camarim ou backstage do evento. Dessa vez era uma responsabilidade imensa, mas eu estava bem segura com o time incrível com o qual trabalhei”, relata. 

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A obra em questão é a Ópera Norma, de Bellini, que representa um triângulo amoroso trágico de 1831. Porém, o diretor Pablo Maritano transportou o cenário para o ano de 3869, em um futuro pós-apocalíptico.

“A partir daí, iniciamos um longo processo de pesquisa de como seria esse futuro, que cores usar, quais tecidos trabalhar, como vestir essas pessoas, como seriam as maquiagens, cabelos e acessórios usariam”, revela Carol.

Carol ainda conta que se trata de um trabalho extremamente detalhista e minucioso, que exige certa conexão entre as funções do diretor e do figurinista. O resultado foi a produção de mais de 200 peças de figurino, altamente adereçadas e trabalhadas, com um resultado plástico extremamente interessante. 

 

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