Ex-aluna da Universidade FUMEC é finalista do Concurso Moda Inclusiva – Edição Internacional

Larissa Cunha, formada em Design de Moda pela Universidade FUMEC, descobriu, na metade de sua graduação, o concurso Moda Inclusiva, uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que busca abrir os olhos da nova geração de criadores para um público ainda pouco beneficiado: os deficientes físicos.

“O assunto inclusão começou, enfim, a ser discutido em outras áreas, mas, na moda, ele ainda recebe pouca atenção. O concurso é uma excelente ferramenta para despertar o interesse. Já havia me inscrito outras vezes e não obtive sucesso, então, na edição de 2016, estava finalizando meu projeto de Conclusão de Curso e pensei em como seria interessante descobrir as modificações que deveriam ser feitas nele para que se tornasse inclusivo”, conta Larissa.

A partir desse momento, ela iniciou uma pesquisa para descobrir quais os maiores problemas que uma pessoa que possui algum tipo de deficiência física encontra no ato do vestir. “Cheguei à conclusão que o fator que eu daria mais importância seria o conforto, adaptar todas as peças para evitar costuras e outros materiais no interior da roupa, deslocar todas as costuras para cima a fim de que elas não ficassem em atrito na região de cadeira de rodas e que todos os tecidos fossem confortáveis, com elastano”, revela.

A segunda parte do projeto era dar autonomia para que as roupas fossem mais acessíveis possível. Dar a possibilidade da pessoa com deficiência se vestir sem ajuda, para proporcionar maior independência, foi uma pauta importante para Larissa, que moveu os zíperes para a frente e para a lateral das peças, abriu decotes e cavas e posicionou velcros estratégicos.

O terceiro passo diz a respeito à interação com a peça, que foi possível por meio da adição de etiquetas em braile identificando frente e costas, detalhes em revelo 3D com o bordados emaranhados de linhas e a estampada de um poema em braile feito em tinta puff de alto relevo. “Às peças do TCC adicionei todas essas adaptações e algumas outras. Os tecidos habituais foram trocados por tecidos com elastano, e alguns aviamentos substituídos, provando que peças do dia-a-dia podem receber muitas dessas adaptações sem perder nenhum aspecto da sua essência”, diz Larissa, que manteve a cartela de cores e o tecido que desenvolveu a partir de fios reutilizados.

“Com isso pude ver que certas mudanças são simples de serem feitas até mesmo em larga escala. São pequenas, porém, causam um enorme impacto na vida de quem as usa, não só de facilidades físicas, mas, também, de melhora na autoestima”, defende.

O desfile de apresentação dos 20 finalistas de diferentes nacionalidades foi realizado em outubro de 2016, na cidade de São Paulo, em uma sala de desfiles também adaptada. Os modelos foram pessoas com diferentes tipos de deficiência física e apresentaram as peças com inovações em design, tecnologia e tecidos.

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