A vida após a graduação: Priscila Gouthier e Ana Clara Sant’anna contam como se reinventaram no mercado de trabalho

Dia da formatura. O que vem agora? E se meu plano der errado? E se der certo? Para as ex-alunas Priscila e Ana Clara, as respostas para estas e outras perguntas continuam sendo definidas. No 20 FUMEC Forma Moda, quando as duas formaram, já tinham um caminho trilhado: Priscila estava desenvolvendo sua marca de acessórios (Box 19) e Ana, sua marca homônima de roupas. Compartilhavam uma casa/ateliê com outros três alunos e trabalhavam juntas com figurino, até que encontraram na frente a oportunidade de abrir um brechó. A história das duas prova que abraçar alternativas é uma forma de crescer pessoal e profissionalmente.

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Enquanto conversamos na loja, clientes entram e saem, olham as peças, perguntam, compram. “O dia todo é assim, não temos nem tempo de sentar aqui” conta Priscila, “e estamos crescendo” completa. As duas fazem questão de reforçar que foi o trabalho duro no curso que as levou até ali, “a universidade, para quem sabe aproveitar o curso, é fundamental”, diz. O bom relacionamento com os professores, monitorias e projetos, além da teoria ensinada em sala, são aprendizados que agora estão sendo colocados em pratica diariamente. “Tem que ter sede de conhecimento”, comenta Ana, “mas o que não aprende na faculdade, tem que buscar fora, aprender na vida”.

As duas conciliam o trabalho no brechó com as duas marcas individuais e ainda com um terceiro projeto, em conjunto. A ideia é reutilizar moldes, aviamentos e tecidos (muitas vezes das roupas não vendidas) que foram se acumulando desde o primeiro período na faculdade até a inauguração do brechó. A coleção, que leva o nome do brechó, funciona dentro da lógica que encontram no mesmo. Upcycling para manter viva a criatividade. “Somos workholic total!”, contam.

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Na moda, existe o mito da competição a todo custo. Mas as duas acreditam em parcerias e compartilhar conhecimento e contatos, “nós duas queremos crescer juntas, nos ajudamos muito e isso é importante em uma parceria”, diz Ana “nós acreditamos na profissão”. Priscila completa dizendo que dão muita importância para a remuneração justa de costureiras, modelistas… “Quando você faz, vê o valor da profissão, por isso é muito bom passar por experiências para ser um bom profissional”, conta. Todas essas experiências são impulsionadas pela faculdade, mas não se transformam em oportunidade sozinhas: “Não adianta ficar de braço cruzado na faculdade e culpar a crise”, diz Priscila, “a maioria das pessoas que formaram com a gente estão desempregadas e desiludidas com o mercado”, completa. “Tem loja fechando sim, crise, mas agora é o momento de empreender”, encoraja Ana, “não seria mais fácil se não estivéssemos em crise”.

Mesmo depois de todo trabalho, ainda existem momentos de insegurança. “Dá pânico até quando está dando certo”, diz Priscila rindo. São ossos do oficio, é inevitável que um empreendimento enfrente altos e baixos, o que se pode fazer é se preparar e seguir em frente. “Trabalhar é braçal e cansativo, é chegar no final do dia com o cabelo todo bagunçado e ainda gostar”, conta Ana. “Acredite no que você faz”, conclui Priscila.

Brechó Déplié
Rua dos Goitacazes, 71, loja 113

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